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Monday, August 4

Filmes e vídeos sobre Anne Frank

O diário de Anne Frank, 1958 (The Diary of Anne Frank, George Stevens, United States)

Os personagens são de uma completa piração. A atriz que escolheram para representá-la, por exemplo, parece ter uns 16 anos, quando Anne tem 12 ao se mudar para o Anexo. Peter, seu par romântico, então... Existe muita maquiagem fílmica, de coisas que não acontecem e que acrescentaram para fazer da história algo mais interessante. É longo, meio arrastadinho, em preto e branco e infiel. 

O diário de Anne Frank, 2009 (The Diary of Anne Frank, Jon Blair, United States)


Aííí simmm, este sim! O filme já começa com uma chuva de imagens referentes à Anne. Você já embarca na atmosfera da garota. Se depara com uma atriz de cabelos cortados como os dela, rostinho judeu, carinha de criança (e que estranhamente  parece amadurecer no filme, como acontece com Anne). Os outros personagens bem mais exatos (apesar de achar que a mãe dela ficou muito frágil), o filme trata de pontos bem cruciais da história. Fiquei besta de ver a menção sobre a chegada das caixas dos morangos. Vale a pena a nível de fidelidade e seleção.

https://www.youtube.com/watch?v=XIpQqExBl2s&feature=share

Matéria da Rede Globo a respeito de uma colega de sala de Anne Frank que, atualmente (bom, pelo menos na data da matéria) ainda é viva e mora no Brasil! Os relatos são interessantíssimos e ela guarda recordações dramáticas através de objetos e fotografias daquele tempo. Ela não só estudou com Anne, como, dois anos mais tarde, encontrou com nossa escritorinha num campo de concentração em várias ocasiões. Ambas não sabiam como conseguiam se reconhecer, já que eram como caveiras ambulantes.

https://www.youtube.com/watch?v=dgX6ceLAR_0

É um documentário sobre a vida de Anne Frank, aparentemente produzido em 2009. Acredito que surgiu graças a última (e melhor) versão do filme baseada com fidelidade no livro da adolescente. Há relatos, portanto, não só de trechos de seu livro, como depoimentos de amigos da família, imagens do museu (que é, de fato o Anexo Secreto onde ela ficou escondida em Amsterdã). Há muitos trechos de estudiosos sobre o caso também. É bem interessante! Vale a pena.

Outros

Vi mais dois filmes, mas não aguentei assistir até o final. São versões viajadas demais sobre a história dela. Então, se encontrarem por aí, só para não dizer que não mencionei, estou avisando. Mas não vou nem dizer o nome, nem deixar os links porque, sinceramente, é uma puta perda de tempo assistí-los.

Hoje, por sinal, faz 70 anos que Anne registrou seu último escrito no diário. A CNN lembrou e fez uma reportagem! Clique aqui para ver!

Acho que é isso. No mais, acessem o site oficial para conhecer e fazer uma tour virtual de acesso pelo local (sim, é possível!): http://www.annefrank.org/

Wednesday, July 30

Livro: O diário de Anne Frank

Eu fiz uma daquelas promessas... que não costumo cumprir: de ler alguma coisa num determinado tempo por algum motivo. O caso de Anne Frank se devia a minha terceira viagem à Europa, onde passaria na Holanda, Amsterdã, e planejava conhecer a casa onde a mocinha em questão ficou escondida por mais de 2 anos nos conflitos de guerra.


Interesse pelo Holocausto, vocês já devem estar carecas de saber que tenho. E não é pouco ("A menina que roubava livros" está em algum dos posts antigos como referência, por sinal). Leiga sempre fui, mas nem por isso tive pouco interesse, a curiosidade é grande.

Resultado: comprei o livro em maio nas carreiras, comecei a ler no mesmo impulso, mas viajei e sem ter finalizado e conheci o famoso Anexo Secreto sem ter a essência da história finalizada. O que é uma pena tremenda. Sabia que estaria arrependida depois. Fazer o quê? :(


Dramas à parte, o livro tem uma boa história. Mas não achei essa coisa toda. Da metade para o final, as coisas começam a esquentar, mas só na terça parte da história é que você encontra, de fato, relatos mais consistentes dos conflitos em si.

De qualquer forma, estamos falando de judeus escondidos em Amsterdã por dois anos enquanto conflitos acontecem, então, é suco de uma fruta pura, sem água ou adoçante (bem amargo, por sinal). Portanto, reconheço que é por si só, independente do relato ser apreciado ou não: um fato. Rico em detalhes de convívio.

Só no posfácio as lágrimas caíram. Então, não é Anne que te faz chorar. Anne é uma garota audaciosa, impulsiva, adolescente, rebelde, cheia de graça e vida. Um pássaro selvagem que foi obrigado ficar numa gaiola para ganhar mais alguns meses de vida. 

Anne te apresenta os personagens e conta várias histórias do Anexo sempre que pode, até você se sentir parte da família, parte da mobília, parte da comida podre. Ela não reclama muito do que é ruim, ela reclama de quem reclama demais.

Então, quando você estiver completamente adaptado àquela realidade: acordando com bombas e sirenes, jantando batatas por meses, conversando sobre astros de cinema ou espiando seu namoro com Peter... O posfácio te arranca das daily activities e te esbofeteia a cara com um fim de história.

Uma angústia gigantesca vai te engolir quando der por si e perceber que o que acabou de ler não foi ficção... E então, o frio, a fome, o desespero, a separação, a saudade de todos... E o enfrentamento da guerra até a morte... em tão menos tempo... será cruel. Não é o que está no livro que dói, é o que não foi registrado por Anne que desespera.










[O primeiro post da fase nova.]

Friday, May 17

Quem poderia ser a uma hora dessas?


Lemony Snicket! Meu caríssimo Lemony Snicket, autor de livros como "Desventura em série" e "Por isso a gente acabou"! Rapaz, ler as obras dele é como mergulhar numa praia de águas quentes e ondas geladas.

Eu senti falta de maiores detalhes sobre os personagens. Eles são superficiais e enigmáticos demais. Tudo é mistério, na realidade. O livro acaba sem fim, tem perguntas sem respostas (ok, pode ser um dos objetivos) e apesar do sarcasmo divertidíssimo de sempre, é uma história que não acrescenta alguma coisa relevante. Sinto como se tudo que li fosse parte de um boato sem importância.

De qualquer forma, o interessante neste livro é que nos deparamos com um personagem que tem o nome do próprio autor! É claro que, se alguém já pesquisou alguma coisa sobre ele, sabe que não é seu nome verdadeiro, apesar de continuar assinando os livros (suas entrevistas, inclusive, tendem a certa peculiaridade, como se encarnasse um "sério personagem comediante").

Vou aguardar e ler os próximos... Quem sabe, com um pouco mais de informação, tenhamos alguma posição mais efetiva sobre esta série. Ele merece uma segunda chance. A leitura dele merece.

Trechos anotados:

Página 40: "Saber que uma coisa está errada e mesmo assim fazê-la é algo que acontece com bastante frequência na vida, e duvido que algum dia eu saiba o porquê."

Página 73: "Antes fui uma criança que recebeu uma educação incomum e, antes disso, fui um bebê que, segundo me contaram, gostava de se olhar no eSPELHO e enfiar os dedos do pé na boca. Eu era aquele rapaz, e aquela criança, e aquele bebê, e o prédio que estava à minha frente era a prefeitura. À minha frente havia minha vida de adulto, e depois um esqueleto, e depois mais nada, exceto, talvez, uns poucos livros na estante."

Página 217: "- Lembrei de um livro que meu pai costumava ler para mim - ela disse. - Um monte de elfos e outras criaturas  entram numa tremenda guerra por causa de uma joia que todo mundo quer, mas ninguém pode usar.
- Nunca gostei muito desse tipo de livro - respondi. - Sempre tem um mago muito poderoso que acaba não ajudando muito." (Alguém sentiu a referência, aí? Rsrsrs! Curti!)




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Thursday, August 23

Nas entrelinhas dos livros


"Ele é o único homem que já fez o sangue disparar nas minhas veias. Mas também é muito antipático. Difícil, complicado e confuso. Uma hora me rejeita, em seguida me manda livros de quatorze mil dólares, depois me segue como um espião. E, apesar de tudo, passei a noite em sua suíte de hotel, e sinto-me em segurança. Protegida. Ele se importa o suficiente para me resgatar de um perigo evidente. Não é um cavaleiro das trevas coisa nenhuma, e sim um cavaleiro romântico numa deslumbrante armadura reluzente, um herói clássico. Sir Gawain ou Sir Lancelot."

Cinquenta tons de cinza

Monday, July 2

Lição 1 - Sobre trabalhar no setor infantil de literatura

Livros infantis detestam prateleiras. Eles tem pernas e asas... Gostam das mãos das crianças. Gostam muito disso. Livros adolescentes gostam de se deitar sobre outros livros que estão em pé numa fila indiana. Livros infantis superam a televisão. É, superam! Livros exercitam o intelecto. Enriquecem a alma... e podem, frequentemente, te dar condicionamento físico! - Foi o que aprendi no meu primeiro dia. :)

Friday, February 11

"Aviso: não entre. Este site é muito desagradável."


Hoje, visitei a página virtual de alguns escritores... e acabei me encantando com estes vídeos de Lemony Snicket. Gosto muito da atmosfera dramática-apática de suas histórias, e até como forma de encarar a própria vida. Perde o valor inicial, tornando-se dramática, sim, porém, cômica. [O título do post, por exemplo, é a primeira frase da homepage!]

Espero que gostem! (Para quem não sabe, Lemony é autor de "Desventura em Série".)




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Ai... Sei lá.

Está desgostosa? Não acredita mais no ser humano? Eu tenho a solução: ligue o "foda-se!"!

42895 :D

Wednesday, June 30

Eclipse [e o beijo entre Jacob e Bella]

(Eclipse, David Slade, 2010)

P.S.: HÁ pequenos SPOILERS NESTE VÍDEO!



Então, gente, essa madrugada eu postei rapidamente... Larguei frases informando que o vídeo do beijo entre Bella e Jacob no filme Eclipse (que estreou essa madrugada, oficialmente) estava no youtube para quem quisesse dar uma olhada. Fiz isso porque quando não posso assistir a estréia de alguns filmes, fico procurando enlouquecida por algumas cenas e é difícil de encontrar por dois motivos: 1) as pessoas não se preocupam em mostrar trechos aqueles que não puderam assistir ainda; 2) porque o Youtube remove vídeos com direitos autorais. Peço que repassem o link para todos os interessados antes que o pessoal do Youtube passe a malha fina, rsrs! Está entre os mais adotados, mais favoritados e melhores avaliados.



SOBRE O FILME


Com sinceridade? Eu não gostei. O ator que fez o vampiro manipulado pela nova Victoria não sabe atuar. É notável sua maneira de forçar o medo e as dores da transformação. A pirralha que atua no lugar da antiga Victoria também deixa muito a desejar. O cabelo de Bella ficou horrível e, na maior parte do filme, você vê grosseiramente (!!!) que Kristen Stewart está usando peruca. Esqueceram de aparar as costeletas de Robert Pattinson. Os Cullen já não tem o brilho e beleza do filme anterior e suas peles claras são tão falsas que me desligaram da história por várias vezes... Imaginava todos eles se jogando num tanque de farinha de trigo.

Se Lua Nova veio arrebentando com cenas de ação e quebrou o clima repetitivo e sofredor da história do livro, Eclipse ficou parecido com um filminho de quinta, sem recurso e que usou profissionais de maquiagem de péssima qualidade. Já não há beleza na família Cullen, Edward virou um pobre coitado, chifrudo e virgem frígido (não falo nos termos da história, eu li e sei o que acontece, falo na maneira como ficou apresentada no filme). Jacob se transformou no tesão do filme, alguém que luta selvagemente pelo amor de sua amada, uma espécie típica de macho perfeito. Deixa de ser o pentelho filho da puta que realmente é no livro (um grave erro!).

Trago elogios, também. Calma! O ponto mais alto do filme, na minha opinião, é o diálogo e o convívio, as atitudes sociais. A maneira como transformaram o livro no filme. Não posso dizer que seguiu filmente à obra, porque não lembro de todos os detalhes do livro, e sei que isso é impossível, mas, eu não tenho do que reclamar com relação a adaptação para o roteiro. Não esqueceram nem da menina de 15 anos (é isso mesmo?) que os Cullen tentam adotar no final da história (só para deixar uma curiosidade aqui, essa menina, essa personagem, é feita pela atriz que realizou o filme Silent Hill no papel de Alessa). O trio está atuando muito melhor e Kristen parou mais com a mania de morder o lábio e passar as mãos nos cabelos.

No mais, queria ter um romance muito sério com Taylor. Lavaria minhas calcinhas sem nenhuma preguiça naquela barriga-tanquinho... :O (Huehue, não resisti!)



RODAPÉ

Tenho ouvido MUITO A Nelly Furtado com Promiscuos Girl.

Isso não quer dizer, entretanto, é claro, que não verei o filme novamente... e outra vez, e mais uma, no cinema. :D HUEHUE, fala sério, eu também sou uma fã e esperei bastante! \o/

32950 :O

Monday, January 26

Eclipse



Muito bom. Algumas indagações foram respondidas, quase nenhuma parte desse livro é chata, exceto, é claro, pela história de Jasper e a lenda dos Quileutes.

A maneira como o livro foi escrito também parece melhor elaborada. Stephenie já não perdeu tempo fazendo declarações excessivas de Bella sobre Edward (encheção de linguiça), nem falou o tempo inteiro de Jacob como um grande amigo. Há, definitivamente, uma decorrência, uma história.

...O triste é que adivinhei muito facilmente o caminho do livro. O que poderia se traduzir numa historinha boba ou sem grandes revelações. Talvez, se a autora tivesse perdido um pouco mais de tempo elaborando a trama, a coisa toda fosse mais emocionante... mas, ainda que pareça (ou seja) clichê dentro de suas perspectivas da narrativa, foi o melho livro da série, até então.

Se você ama Edward, ama Bella e amou Jacob, prepare-se para detestar o lobisomem porque ele fará cagadas espetaculares.

Estou na metade de Amanhecer. Crítica em breve.

Thursday, January 8

Lua Nova

É, eu sei, "não resisti". Terminei.


O negócio é o seguinte: tinha me prometido ler beeem devagar, esperando dar tempo até a chegada de Eclipse (16 de janeiro é muito aguardado). Mas, então, me sentei ali na minha cama, fiquei admirando a capinha, a imagem da flor e a pétala que parece uma gota de sangue e tal e coisa, e coisa e tal...

Li.
Droga!

Bem, minha indagação, não sei, acho que cessou, porém não se apagou. Espero que algum livro justifique essa "entidade" que Bella se tornou, especialmente, nesse livro... Uma coisa é certa: quem não leu cada página de Lua Nova esperando o retorno de Edward fale agora ou cale-se para sempre!

Tudo bem que o convívio dela com Jacob se tornou uma amizade linda de se ver, bem como era o romance dela com Edward, mas, a todo instante o sofrimento dela me angustiava e as páginas pareciam que não queriam passar e eu não encontrava Edward de jeito nenhum, nem seu nome, nada, nada, nada!

Me sinto saciada pela justificativa de Meyer e apesar de uma possível desconfiança minha, ela se mantém verossímel (para donzelos que já vieram dar uma de espertinho para cima de mim quando uso esse termo: verdade dentro de sua própria verdade, não a verdade nua e crua (como se existisse...). Verossimilhança nada mais é que ter verdade dentro de sua própria história. Praticamente coesão e contexto alinhados).

É isso.



EDWAAARRRD! *_____*

Tuesday, November 25

Crepúsculo - Stephenie Meyer



Catimba!
Treta! Coisa do capeta! Me faça parar de ler Stephenie Meyer, peloamordeDeus! E quem disse que água benta, bíblia, reza (alho, estaca de madeira ou de aço...) resolve? Queimarei no mármore e até Alá corre o risco de se contaminar!
- J. K. Rowlinnng, cadê vocêêê? - gritei enquanto afundava no mar de sangue. Ela não me socorreu. Sacudiu um livrinho chamado "Os Contos de Beedle, o Bardo" que não serviu de passatempo e virou pó! (Sinceramente... Rowling parece estar numa fase criativa duvidosa. Que começou, provavelmente, no período em que escreveu a segunda metade do último livro de Harry Potter. JURO.)

Recomendo Stephenie Meyer.| (Isso simboliza meu cursor piscando, como se tivesse sido abduzida pelo livro, incapaz de continuar minha postagem.)