Tuesday, August 5

Inspirem-se!

Depois de 2 anos viajando e fazendo gravações através de selfies em vídeos, Alex Chacon, viajante desse material massaaa que estou disponibilizando para vocês, vê seus registros ganharem o mundo no Youtube e faz inveja a muita gente acostumada às famosas fotinhas mixurucas... (Confessa, vai!?) Foram exatos...

36 países / 36 countries
600 dias / 600 days
5 motos / 5 motorcycles &
125,946 milhas dirigidas / 125,946 miles driven!!!

Deu água na boca? É só ter uma boa ideia e muita paciência para organizar tudo! O resultado ficou incrível! Dá só uma olhada!



Monday, August 4

Filmes e vídeos sobre Anne Frank

O diário de Anne Frank, 1958 (The Diary of Anne Frank, George Stevens, United States)

Os personagens são de uma completa piração. A atriz que escolheram para representá-la, por exemplo, parece ter uns 16 anos, quando Anne tem 12 ao se mudar para o Anexo. Peter, seu par romântico, então... Existe muita maquiagem fílmica, de coisas que não acontecem e que acrescentaram para fazer da história algo mais interessante. É longo, meio arrastadinho, em preto e branco e infiel. 

O diário de Anne Frank, 2009 (The Diary of Anne Frank, Jon Blair, United States)


Aííí simmm, este sim! O filme já começa com uma chuva de imagens referentes à Anne. Você já embarca na atmosfera da garota. Se depara com uma atriz de cabelos cortados como os dela, rostinho judeu, carinha de criança (e que estranhamente  parece amadurecer no filme, como acontece com Anne). Os outros personagens bem mais exatos (apesar de achar que a mãe dela ficou muito frágil), o filme trata de pontos bem cruciais da história. Fiquei besta de ver a menção sobre a chegada das caixas dos morangos. Vale a pena a nível de fidelidade e seleção.

https://www.youtube.com/watch?v=XIpQqExBl2s&feature=share

Matéria da Rede Globo a respeito de uma colega de sala de Anne Frank que, atualmente (bom, pelo menos na data da matéria) ainda é viva e mora no Brasil! Os relatos são interessantíssimos e ela guarda recordações dramáticas através de objetos e fotografias daquele tempo. Ela não só estudou com Anne, como, dois anos mais tarde, encontrou com nossa escritorinha num campo de concentração em várias ocasiões. Ambas não sabiam como conseguiam se reconhecer, já que eram como caveiras ambulantes.

https://www.youtube.com/watch?v=dgX6ceLAR_0

É um documentário sobre a vida de Anne Frank, aparentemente produzido em 2009. Acredito que surgiu graças a última (e melhor) versão do filme baseada com fidelidade no livro da adolescente. Há relatos, portanto, não só de trechos de seu livro, como depoimentos de amigos da família, imagens do museu (que é, de fato o Anexo Secreto onde ela ficou escondida em Amsterdã). Há muitos trechos de estudiosos sobre o caso também. É bem interessante! Vale a pena.

Outros

Vi mais dois filmes, mas não aguentei assistir até o final. São versões viajadas demais sobre a história dela. Então, se encontrarem por aí, só para não dizer que não mencionei, estou avisando. Mas não vou nem dizer o nome, nem deixar os links porque, sinceramente, é uma puta perda de tempo assistí-los.

Hoje, por sinal, faz 70 anos que Anne registrou seu último escrito no diário. A CNN lembrou e fez uma reportagem! Clique aqui para ver!

Acho que é isso. No mais, acessem o site oficial para conhecer e fazer uma tour virtual de acesso pelo local (sim, é possível!): http://www.annefrank.org/

Wednesday, July 30

Livro: O diário de Anne Frank

Eu fiz uma daquelas promessas... que não costumo cumprir: de ler alguma coisa num determinado tempo por algum motivo. O caso de Anne Frank se devia a minha terceira viagem à Europa, onde passaria na Holanda, Amsterdã, e planejava conhecer a casa onde a mocinha em questão ficou escondida por mais de 2 anos nos conflitos de guerra.


Interesse pelo Holocausto, vocês já devem estar carecas de saber que tenho. E não é pouco ("A menina que roubava livros" está em algum dos posts antigos como referência, por sinal). Leiga sempre fui, mas nem por isso tive pouco interesse, a curiosidade é grande.

Resultado: comprei o livro em maio nas carreiras, comecei a ler no mesmo impulso, mas viajei e sem ter finalizado e conheci o famoso Anexo Secreto sem ter a essência da história finalizada. O que é uma pena tremenda. Sabia que estaria arrependida depois. Fazer o quê? :(


Dramas à parte, o livro tem uma boa história. Mas não achei essa coisa toda. Da metade para o final, as coisas começam a esquentar, mas só na terça parte da história é que você encontra, de fato, relatos mais consistentes dos conflitos em si.

De qualquer forma, estamos falando de judeus escondidos em Amsterdã por dois anos enquanto conflitos acontecem, então, é suco de uma fruta pura, sem água ou adoçante (bem amargo, por sinal). Portanto, reconheço que é por si só, independente do relato ser apreciado ou não: um fato. Rico em detalhes de convívio.

Só no posfácio as lágrimas caíram. Então, não é Anne que te faz chorar. Anne é uma garota audaciosa, impulsiva, adolescente, rebelde, cheia de graça e vida. Um pássaro selvagem que foi obrigado ficar numa gaiola para ganhar mais alguns meses de vida. 

Anne te apresenta os personagens e conta várias histórias do Anexo sempre que pode, até você se sentir parte da família, parte da mobília, parte da comida podre. Ela não reclama muito do que é ruim, ela reclama de quem reclama demais.

Então, quando você estiver completamente adaptado àquela realidade: acordando com bombas e sirenes, jantando batatas por meses, conversando sobre astros de cinema ou espiando seu namoro com Peter... O posfácio te arranca das daily activities e te esbofeteia a cara com um fim de história.

Uma angústia gigantesca vai te engolir quando der por si e perceber que o que acabou de ler não foi ficção... E então, o frio, a fome, o desespero, a separação, a saudade de todos... E o enfrentamento da guerra até a morte... em tão menos tempo... será cruel. Não é o que está no livro que dói, é o que não foi registrado por Anne que desespera.










[O primeiro post da fase nova.]

Thursday, May 15

Teaser 2014


Parece a coisa certa a se fazer.

Pelo menos por enquanto: estou dando uma geral nos posts. Dos mais antigos para os mais novos. Apagando as bobagens, relocando tudo. O processo não tem data, são muitas postagens! Também não sei dizer se, enquanto isso, vou atualizar (provavelmente não). Então é uma chance de quem gosta do blog, dos textos, quem sabe, encontrar alguma coisa no oldies e dar uma lida. Também disponibilizei o passo a passo do The Sims 3 porque me solicitaram loucamente através de e-mail.

No mais, já consegui pensar em algumas coisas para o novo perfil do blog, mas nem tudo me agrada totalmente ainda, então, até lá, prefiro não arriscar falações. Vejo vocês "em breve".

Fá.

Wednesday, February 26

Where's she?


Hoje tive a estranha sensação de me querer de volta. Uma parte de mim, na realidade. Depois me corrigi. Metaforizando, parece que, um tempo atrás, finalmente resolvi mergulhar nas águas de um poço muito fundo, incapaz de voltar à superfície. E finalmente pareci me perguntar sobre aquela pessoa que ainda ficou na beirada, na expectativa.

Onde está a pessoa que lembrava dos próprios sonhos todas as noites? Que via um motivo para escrever em quase tudo que experimentava, ainda que não escrevesse? Era solidão? Incompletude? O que ela não tinha ou tinha que eu não tenho mais ou tenho de sobra? O que... foi capaz de mudar tudo? E por quê desta forma? 

Tuesday, February 4

A Onda

(Die Welle, Dennis Gansel, 2008)


Rapaz, desde que li "A menina que roubava livros", noto que o meu interesse no Holocausto cresceu e, o mais importante, amadureceu bastante. O meu namorado, por outro lado, é uma máquina de armazenamento informativo para filmes, gêneros cinematográficos, atores, diretores e qualquer outra coisa que envolva a Sétima Arte. O que é ótimo. E ganha a minha admiração com frequência (ha-ha!). :***

Numa das minhas confissões à respeito do assunto, eis que o danado lembrou deste filme, que eu não só não havia assistido, como sequer havia tomado conhecimento da história (é baseado em fatos reais).

Quando comecei a assistir, para vocês terem uma ideia, eu estava morreeendo de sono. Muitooo cansada. Mas a história conseguiu me prender desde o começo. Eu não sei dizer se o fato de ter bastante interesse no assunto talvez tenha me deixado com a orelha de pé muito depressa, ou se foi porque a história começa com uma discussão muito interessante dentro da sala de aula.

Não é uma obra no estilo Hollywood. Não é um filme de atores conhecidos. É um longa alemão. Então... 

Mas presta atenção nisso: estamos falando de um professor que leva para a sala de aula a possibilidade de conseguir converter pessoas. Os alunos discutem como Hitler conseguiu mudar a cabeça de tantos alemães contra os judeus. Aos poucos, o professor, mostra, na prática, como isso é possível.

O desfecho...?

Aí você tem que assistir ao filme para saber. E foi baseado em fatos reais, então, vale a pena discutir depois.

Nota 1000.

Monday, February 3

A vida secreta de Walter Mitty

(The Secret Life of Walter Mitty, 2013, Ben Stiller)


Eu não acho que o filme seja relevante. Mas é divertido. Eu não acho que está muito claro a proposta de sua existência. Não acho não. Ficou entre: "Ei, vamos nos divertir com essa comédia?" e "Que tal uma nova forma de encarar o então 'Sim Senhor!' (Yes, Man!, Peyton Reed, 2008)?"

Foi o que achei, por sinal. Que não passa de uma releitura de "Sim Senhor!", com Jim Carrey. E a versão do Jim Carrey é melhor. Então, bom, é isso. Dá para divertir. Mas não é grandiscoisas.

Friday, January 24

Questão de tempo

(About Time, 2013, Richard Curtis)


Eu achava que o filme era fofo. E é fofo. Lembra "Efeito Borboleta" (The Butterfly Effect, 2004, Eric Bress, J. Mackye Gruber). Na realidade, ele lembra demais! Só que ele é bem menos matemático e muito mais cheio de fofuras. Confesso que,,, achei que estava tudo tão meigo, que alguma coisa muito ruim aconteceria num determinado momento da história, mas nada grave sucede. Nada que mate alguém ou parta um coração em dois. Talvez este seja o grande defeito dele: é morno.

É morno, mas eu sou mulherzinha. Do tipo que, MESMO NAMORANDO, adora um balde de pipocas com leite condensado e uma pilha de comédias românticas mornas para dizer "owwwnnn!". #prontofalei

Então, sim, eu ADOREI o filme. Veria de novo! E recomendo. É lindo!

Thursday, January 23

A família

(The Family, 2013, Luc Besson)


Eu comecei a ver este filme... E apesar de ter assistido apenas 10 minutos ou algo em torno disso, depositei bastante confiança na história.

Tornei a vê-lo hoje e terminei.

Besteira.

Quer dizer, o filme é legal.

Até a metade, mais ou menos.

Então a história se perde.

Ele começa num embalo poderoso de uma família rebelde, dramática, vigiada e absolutamente cômica. Com atores de peso como nosso querido Robert De Niro e Michelle Pfeiffer. Os filhos, não muito assediados, apesar da Dianna Agron (Glee), também levam na maladragem a primeira parte da história.

Então eu comecei a cochilar...

A história perde o embalo da metade para o final e puft!, acaba.

Não é a toa que tenha uma nota tão baixa.

Não tenho muito a declarar. Começa bem, termina sem força. Chato. Pena.

Saturday, January 18

A menina que roubava livros (erros do filme e outros...)

(Markus Zusak)


Rapaz, eu comprei esse livro assim que lançou. Para vocês terem uma ideia, as páginas estão amareladas e a ortografia é antiga. Mas eu nunca o li. O que me impulsionou foi o trailer do filme... Mentira. Na realidade, a trilha sonora do filme. Melhor: o comentário do namorado S2, que falou numa das mil vezes que fomos ao cinema e rolou a trilha no trailer: "a música desse filme é boa!" e concordei.

O comentário aconteceu duas vezes. Em filmes diferentes. Acho que foi tudo que precisava para encaixar pecinhas de algum quebra-cabeça e desenvolver a atração certa pela história. No começo da semana olhei para ele... na última prateleira, bem pertinho do meu computador. Tenho a ligeira impressão de ter comprado em janeiro de 2008, junto com outros exemplares que já li.

Uma coisa fica rodopiando minha cabeça quando penso nisso... Acho melhor escrever logo. Talvez descanse: certa vez, li que, às vezes, quem escreve, precisa deixar o que foi escrito por um tempo numa gaveta. Esse tempo é diferente para cada pessoa e cada escrito. É o famoso "tudo tem a sua hora". Talvez, na leitura, alguns livros precisem de algum tempo na prateleira. Quero dizer, tenho este livro há exatos 6 anos. Por que só agora?


A menina que roubava livros é bem curioso nas primeiras páginas. Você descobre cedo que não é a tal garotinha que escreve a história, mas uma terceira pessoa... Um personagem muito distante e inevitável na vida de qualquer pessoa: A história é contada pela Morte. Que vai te condizir e emocionar bastante.

Chorei várias vezes. Mas chorei de soluçar mesmo. Chorei porque senti a dor dos personagens cansados, famintos, injustiçados, mortificados, mortos-vivos, parados no tempo, no espaço. A referência criada pelo personagem do Max com uma árvore que acaba crescendo demais foi abusiva, absurda. Acho que foi um dos grandes pontos do livro. Na minha concepção, é o verdadeiro caramba!, contraste que existe no livro inteiro, no sensível e grotesco da guerra, na agonia das pessoas. É perfeito. É a metáfora da simplicidade da coisa toda explicada em desenho e palavras para uma criança tão inocente e sofrida. É... desnecessário o exagero em palavras.


Por este motivo, eu não gostei do filme. Mexeram na cronologia e na história em si, esfriaram e fatiaram tudo em contos friescos. A inocência de Liesel sobre a guerra oscila. Cortaram trechos de sensibilidade absurdas. E Max não era Max. Meu Max era como O Pianista. Não uma versão boazinha de Tom Riddle inrustida. Nota zero. É realmente uma pena que alguém, quem quer que seja, se ache no direito de sequer imaginar que pode ou deve mexer na história de um livro como este. Os pontos positivos são vários, mas mexeu na história, meu amigo, mexeu em muita coisa! Mexeu em quase tudo!

A atriz é muito boa, os personagens são muito bons. A atmosfera é a que se imagina no livro, a trilha sonora agrada, mas eu confesso que também esperava mais. Parece que colocaram o melhor trecho no trailer. Cadê a sensibilidade da história?... É tão engraçado precisar procurar desesperada pelas "emoções" do livro no filme! Algo tão mais fácil de se construir  em tela! Palmas para Markus Zusak, que soube construir tudo aquilo em cima de letras e papel!

Quem só viu o filme e achou que tá tudo bem, olha só: não está tudo bem! Presta atenção: o começo desenrola legal. Então uma infinidade de absurdos começam a acontecer, é praticamente uma história nova. Pontuarei aquelas que lembrar:

1) O Prefeito não proíbe sua esposa de se encontrar com Liesel porque ele nunca vê isso acontecer. Na realidade, a mãe de Liesel deixa de passar as roupas deles porque o Prefeito acha injusto que nos tempos difíceis que seguem da guerra, eles continuem no luxo de ter alguém para engomar as roupas. Isso deixa Liesel revoltada e ela deixa de visitar a casa Ilsa porque fica chateada. A partir daí, começa a roubar os livros e, por sinal, tem a companhia do amigo Rudy todas as vezes, exceto na última. A própria esposa do prefeito sabe dos roubos, mas não se importa porque gosta da menina. E lá para o final do livro elas meio que se resolvem através de cartinhas.

2) O pai de Rudy e o pai de Liesel são convocados para a guerra ao mesmo tempo e saem com a diferença de poucos dias. Mas é bem pra lá do final da história. Na realidade, o pai de Liesel nem bebe mais. E no dia em que ele resolve beber, é porque vai para a guerra na manhã seguinte.

3) Por falar nisso, o Hans Hubermann, pai de Liesel, já na guerra, é bem quisto pelos colegas, e não visto como um velho gagá pelos companheiros. Só tem um probleminha com um novatinho que se acha o bambambam. De qualquer forma, esse novatinho morre naquela explosão que vira o caminhão.

4) Quando Max adoece, Liesel começa a trazer várias coisas para dentro de casa que encontra na rua. "Presentes" para quando ele acordar. Uma bola murcha, jornais, pena (...). E quando ele acorda e a mãe dela vai na escola para avisá-la e cria aquela espécie de "teatro", não é a foto do irmão dela que ela entrega. É um desses presentes que ela diz que Max mandou deixar com ela.

5) Uma das coisas mais abusivas e absurdas que eu achei na história foi a entrega do Mein Kampf pintado de branco como um diário em branco para Liesel escrever. Bicho, ele não dá nenhum diário em branco a Liesel! O que Max faz é escrever uma história lindíssima de como se conheceram e de como ela ajudou ele a se recuperar. Gente, é lindo! É muito sensível. Como é que jogam isso fora, meu Deus? E tem a parte onde todo mundo ajuda a pintar as páginas de branco. Inclusive a Mama. 

6) Não lembro de ler alguma coisa sobre a Mama querendo entregá-lo a polícia em nenhum momento. Lembro dela muito resiliente, apesar da boca suja. Achei aquilo uma falha tremenda no filme também. 

7) O diário, por sinal, é entregue bem no final da história por Ilsa, a esposa do Prefeito, não tem nada a ver com Max. Quando as duas já fizeram as pases. Vejam que coisa totalmente diferente. Horrível.

8) Existe uma cena no livro que achei que deveria constar no filme. Por diversas vezes, as pessoas daquela cidade onde Liesel está morando assistem a passagem dos Judeus maltrapilhos. Numa das vezes, Hans tenta ajudar um deles dando-lhe um pedaço de pão, já que ele nem consegue se levantar e caminhar (eu achei isso bem forte, achei que deveria participar da cena). Então, Hans é açoitado e marcado a partir dali. E é por isso que acham melhor mandar Max embora. Não tem nada a ver com alguém estar sendo levado porque tinha um M ou N a mais na letra e ser judeu e não-sei-o-quê.

9) Daí, numa dessas passagens dos Judeus, Liesel espera por Max e o encontra. Eles começam a falar trechos do livro que ele escreveu para ela. Se abraçam. E os dois são açoitados por uma infinidade de vezes. O jeito como isso está escrito no livro é de uma dor, de uma sensibilidade. E eu não perdôo de não ver a cena!

10) Quando o pessoal aparece para medir o tamanho dos porões, Rudy não sabe de Max. Rudy só vem saber de Max nas últimas páginas do livro. Então ele não ajuda Liesel com o arranhão. Ela se resolve só. Ela é muito mais forte do que aparenta. E os pais dela, quando está acontecendo a inspeção, não agem com tanta desconfiança. Estão jantando. O inspetor mal percebe.

11) Coisa absurda: os pais de Rudy não deixaram o aquele pessoal levá-lo embora. O próprio Rudy gostaria de ter ido, mas não sabia o que estava acontecendo. Não conseguiu nem se oferecer. E morreu, inclusive, na história, em parte, por não ter ido. O pai se culpava muito por causa disso. Não entendo porque deram espaço para esta mentira se ele morre no fim das contas. No máximo poderiam não ter aproveitado.

Então assim, passaram uma fragilidade das pessoas diante das autoridades que na realidade é pouco tocada no livro. O que é mais visível o tempo inteiro é a fragilidade deles diante dos próprios familiares, diante das pessoas que eles mesmos convivem. O amor de uns com os outros, do convívio. Pareceu um filme de guerra. A menina que roubava livros não é um livro de história de guerra. É um livro de uma história que se passa no período da guerra.