Thursday, May 15

Teaser 2014


Parece a coisa certa a se fazer.

Pelo menos por enquanto: estou dando uma geral nos posts. Dos mais antigos para os mais novos. Apagando as bobagens, relocando tudo. O processo não tem data, são muitas postagens! Também não sei dizer se, enquanto isso, vou atualizar (provavelmente não). Então é uma chance de quem gosta do blog, dos textos, quem sabe, encontrar alguma coisa no oldies e dar uma lida. Também disponibilizei o passo a passo do The Sims 3 porque me solicitaram loucamente através de e-mail.

No mais, já consegui pensar em algumas coisas para o novo perfil do blog, mas nem tudo me agrada totalmente ainda, então, até lá, prefiro não arriscar falações. Vejo vocês "em breve".

Fá.

Wednesday, February 26

Where's she?


Hoje tive a estranha sensação de me querer de volta. Uma parte de mim, na realidade. Depois me corrigi. Metaforizando, parece que, um tempo atrás, finalmente resolvi mergulhar nas águas de um poço muito fundo, incapaz de voltar à superfície. E finalmente pareci me perguntar sobre aquela pessoa que ainda ficou na beirada, na expectativa.

Onde está a pessoa que lembrava dos próprios sonhos todas as noites? Que via um motivo para escrever em quase tudo que experimentava, ainda que não escrevesse? Era solidão? Incompletude? O que ela não tinha ou tinha que eu não tenho mais ou tenho de sobra? O que... foi capaz de mudar tudo? E por quê desta forma? 

Tuesday, February 4

A Onda

(Die Welle, Dennis Gansel, 2008)


Rapaz, desde que li "A menina que roubava livros", noto que o meu interesse no Holocausto cresceu e, o mais importante, amadureceu bastante. O meu namorado, por outro lado, é uma máquina de armazenamento informativo para filmes, gêneros cinematográficos, atores, diretores e qualquer outra coisa que envolva a Sétima Arte. O que é ótimo. E ganha a minha admiração com frequência (ha-ha!). :***

Numa das minhas confissões à respeito do assunto, eis que o danado lembrou deste filme, que eu não só não havia assistido, como sequer havia tomado conhecimento da história (é baseado em fatos reais).

Quando comecei a assistir, para vocês terem uma ideia, eu estava morreeendo de sono. Muitooo cansada. Mas a história conseguiu me prender desde o começo. Eu não sei dizer se o fato de ter bastante interesse no assunto talvez tenha me deixado com a orelha de pé muito depressa, ou se foi porque a história começa com uma discussão muito interessante dentro da sala de aula.

Não é uma obra no estilo Hollywood. Não é um filme de atores conhecidos. É um longa alemão. Então... 

Mas presta atenção nisso: estamos falando de um professor que leva para a sala de aula a possibilidade de conseguir converter pessoas. Os alunos discutem como Hitler conseguiu mudar a cabeça de tantos alemães contra os judeus. Aos poucos, o professor, mostra, na prática, como isso é possível.

O desfecho...?

Aí você tem que assistir ao filme para saber. E foi baseado em fatos reais, então, vale a pena discutir depois.

Nota 1000.

Monday, February 3

A vida secreta de Walter Mitty

(The Secret Life of Walter Mitty, 2013, Ben Stiller)


Eu não acho que o filme seja relevante. Mas é divertido. Eu não acho que está muito claro a proposta de sua existência. Não acho não. Ficou entre: "Ei, vamos nos divertir com essa comédia?" e "Que tal uma nova forma de encarar o então 'Sim Senhor!' (Yes, Man!, Peyton Reed, 2008)?"

Foi o que achei, por sinal. Que não passa de uma releitura de "Sim Senhor!", com Jim Carrey. E a versão do Jim Carrey é melhor. Então, bom, é isso. Dá para divertir. Mas não é grandiscoisas.

Friday, January 24

Questão de tempo

(About Time, 2013, Richard Curtis)


Eu achava que o filme era fofo. E é fofo. Lembra "Efeito Borboleta" (The Butterfly Effect, 2004, Eric Bress, J. Mackye Gruber). Na realidade, ele lembra demais! Só que ele é bem menos matemático e muito mais cheio de fofuras. Confesso que,,, achei que estava tudo tão meigo, que alguma coisa muito ruim aconteceria num determinado momento da história, mas nada grave sucede. Nada que mate alguém ou parta um coração em dois. Talvez este seja o grande defeito dele: é morno.

É morno, mas eu sou mulherzinha. Do tipo que, MESMO NAMORANDO, adora um balde de pipocas com leite condensado e uma pilha de comédias românticas mornas para dizer "owwwnnn!". #prontofalei

Então, sim, eu ADOREI o filme. Veria de novo! E recomendo. É lindo!

Thursday, January 23

A família

(The Family, 2013, Luc Besson)


Eu comecei a ver este filme... E apesar de ter assistido apenas 10 minutos ou algo em torno disso, depositei bastante confiança na história.

Tornei a vê-lo hoje e terminei.

Besteira.

Quer dizer, o filme é legal.

Até a metade, mais ou menos.

Então a história se perde.

Ele começa num embalo poderoso de uma família rebelde, dramática, vigiada e absolutamente cômica. Com atores de peso como nosso querido Robert De Niro e Michelle Pfeiffer. Os filhos, não muito assediados, apesar da Dianna Agron (Glee), também levam na maladragem a primeira parte da história.

Então eu comecei a cochilar...

A história perde o embalo da metade para o final e puft!, acaba.

Não é a toa que tenha uma nota tão baixa.

Não tenho muito a declarar. Começa bem, termina sem força. Chato. Pena.

Saturday, January 18

A menina que roubava livros (erros do filme e outros...)

(Markus Zusak)


Rapaz, eu comprei esse livro assim que lançou. Para vocês terem uma ideia, as páginas estão amareladas e a ortografia é antiga. Mas eu nunca o li. O que me impulsionou foi o trailer do filme... Mentira. Na realidade, a trilha sonora do filme. Melhor: o comentário do namorado S2, que falou numa das mil vezes que fomos ao cinema e rolou a trilha no trailer: "a música desse filme é boa!" e concordei.

O comentário aconteceu duas vezes. Em filmes diferentes. Acho que foi tudo que precisava para encaixar pecinhas de algum quebra-cabeça e desenvolver a atração certa pela história. No começo da semana olhei para ele... na última prateleira, bem pertinho do meu computador. Tenho a ligeira impressão de ter comprado em janeiro de 2008, junto com outros exemplares que já li.

Uma coisa fica rodopiando minha cabeça quando penso nisso... Acho melhor escrever logo. Talvez descanse: certa vez, li que, às vezes, quem escreve, precisa deixar o que foi escrito por um tempo numa gaveta. Esse tempo é diferente para cada pessoa e cada escrito. É o famoso "tudo tem a sua hora". Talvez, na leitura, alguns livros precisem de algum tempo na prateleira. Quero dizer, tenho este livro há exatos 6 anos. Por que só agora?


A menina que roubava livros é bem curioso nas primeiras páginas. Você descobre cedo que não é a tal garotinha que escreve a história, mas uma terceira pessoa... Um personagem muito distante e inevitável na vida de qualquer pessoa: A história é contada pela Morte. Que vai te condizir e emocionar bastante.

Chorei várias vezes. Mas chorei de soluçar mesmo. Chorei porque senti a dor dos personagens cansados, famintos, injustiçados, mortificados, mortos-vivos, parados no tempo, no espaço. A referência criada pelo personagem do Max com uma árvore que acaba crescendo demais foi abusiva, absurda. Acho que foi um dos grandes pontos do livro. Na minha concepção, é o verdadeiro caramba!, contraste que existe no livro inteiro, no sensível e grotesco da guerra, na agonia das pessoas. É perfeito. É a metáfora da simplicidade da coisa toda explicada em desenho e palavras para uma criança tão inocente e sofrida. É... desnecessário o exagero em palavras.


Por este motivo, eu não gostei do filme. Mexeram na cronologia e na história em si, esfriaram e fatiaram tudo em contos friescos. A inocência de Liesel sobre a guerra oscila. Cortaram trechos de sensibilidade absurdas. E Max não era Max. Meu Max era como O Pianista. Não uma versão boazinha de Tom Riddle inrustida. Nota zero. É realmente uma pena que alguém, quem quer que seja, se ache no direito de sequer imaginar que pode ou deve mexer na história de um livro como este. Os pontos positivos são vários, mas mexeu na história, meu amigo, mexeu em muita coisa! Mexeu em quase tudo!

A atriz é muito boa, os personagens são muito bons. A atmosfera é a que se imagina no livro, a trilha sonora agrada, mas eu confesso que também esperava mais. Parece que colocaram o melhor trecho no trailer. Cadê a sensibilidade da história?... É tão engraçado precisar procurar desesperada pelas "emoções" do livro no filme! Algo tão mais fácil de se construir  em tela! Palmas para Markus Zusak, que soube construir tudo aquilo em cima de letras e papel!

Quem só viu o filme e achou que tá tudo bem, olha só: não está tudo bem! Presta atenção: o começo desenrola legal. Então uma infinidade de absurdos começam a acontecer, é praticamente uma história nova. Pontuarei aquelas que lembrar:

1) O Prefeito não proíbe sua esposa de se encontrar com Liesel porque ele nunca vê isso acontecer. Na realidade, a mãe de Liesel deixa de passar as roupas deles porque o Prefeito acha injusto que nos tempos difíceis que seguem da guerra, eles continuem no luxo de ter alguém para engomar as roupas. Isso deixa Liesel revoltada e ela deixa de visitar a casa Ilsa porque fica chateada. A partir daí, começa a roubar os livros e, por sinal, tem a companhia do amigo Rudy todas as vezes, exceto na última. A própria esposa do prefeito sabe dos roubos, mas não se importa porque gosta da menina. E lá para o final do livro elas meio que se resolvem através de cartinhas.

2) O pai de Rudy e o pai de Liesel são convocados para a guerra ao mesmo tempo e saem com a diferença de poucos dias. Mas é bem pra lá do final da história. Na realidade, o pai de Liesel nem bebe mais. E no dia em que ele resolve beber, é porque vai para a guerra na manhã seguinte.

3) Por falar nisso, o Hans Hubermann, pai de Liesel, já na guerra, é bem quisto pelos colegas, e não visto como um velho gagá pelos companheiros. Só tem um probleminha com um novatinho que se acha o bambambam. De qualquer forma, esse novatinho morre naquela explosão que vira o caminhão.

4) Quando Max adoece, Liesel começa a trazer várias coisas para dentro de casa que encontra na rua. "Presentes" para quando ele acordar. Uma bola murcha, jornais, pena (...). E quando ele acorda e a mãe dela vai na escola para avisá-la e cria aquela espécie de "teatro", não é a foto do irmão dela que ela entrega. É um desses presentes que ela diz que Max mandou deixar com ela.

5) Uma das coisas mais abusivas e absurdas que eu achei na história foi a entrega do Mein Kampf pintado de branco como um diário em branco para Liesel escrever. Bicho, ele não dá nenhum diário em branco a Liesel! O que Max faz é escrever uma história lindíssima de como se conheceram e de como ela ajudou ele a se recuperar. Gente, é lindo! É muito sensível. Como é que jogam isso fora, meu Deus? E tem a parte onde todo mundo ajuda a pintar as páginas de branco. Inclusive a Mama. 

6) Não lembro de ler alguma coisa sobre a Mama querendo entregá-lo a polícia em nenhum momento. Lembro dela muito resiliente, apesar da boca suja. Achei aquilo uma falha tremenda no filme também. 

7) O diário, por sinal, é entregue bem no final da história por Ilsa, a esposa do Prefeito, não tem nada a ver com Max. Quando as duas já fizeram as pases. Vejam que coisa totalmente diferente. Horrível.

8) Existe uma cena no livro que achei que deveria constar no filme. Por diversas vezes, as pessoas daquela cidade onde Liesel está morando assistem a passagem dos Judeus maltrapilhos. Numa das vezes, Hans tenta ajudar um deles dando-lhe um pedaço de pão, já que ele nem consegue se levantar e caminhar (eu achei isso bem forte, achei que deveria participar da cena). Então, Hans é açoitado e marcado a partir dali. E é por isso que acham melhor mandar Max embora. Não tem nada a ver com alguém estar sendo levado porque tinha um M ou N a mais na letra e ser judeu e não-sei-o-quê.

9) Daí, numa dessas passagens dos Judeus, Liesel espera por Max e o encontra. Eles começam a falar trechos do livro que ele escreveu para ela. Se abraçam. E os dois são açoitados por uma infinidade de vezes. O jeito como isso está escrito no livro é de uma dor, de uma sensibilidade. E eu não perdôo de não ver a cena!

10) Quando o pessoal aparece para medir o tamanho dos porões, Rudy não sabe de Max. Rudy só vem saber de Max nas últimas páginas do livro. Então ele não ajuda Liesel com o arranhão. Ela se resolve só. Ela é muito mais forte do que aparenta. E os pais dela, quando está acontecendo a inspeção, não agem com tanta desconfiança. Estão jantando. O inspetor mal percebe.

11) Coisa absurda: os pais de Rudy não deixaram o aquele pessoal levá-lo embora. O próprio Rudy gostaria de ter ido, mas não sabia o que estava acontecendo. Não conseguiu nem se oferecer. E morreu, inclusive, na história, em parte, por não ter ido. O pai se culpava muito por causa disso. Não entendo porque deram espaço para esta mentira se ele morre no fim das contas. No máximo poderiam não ter aproveitado.

Então assim, passaram uma fragilidade das pessoas diante das autoridades que na realidade é pouco tocada no livro. O que é mais visível o tempo inteiro é a fragilidade deles diante dos próprios familiares, diante das pessoas que eles mesmos convivem. O amor de uns com os outros, do convívio. Pareceu um filme de guerra. A menina que roubava livros não é um livro de história de guerra. É um livro de uma história que se passa no período da guerra.

Sunday, December 15

Um recado indireto

Existiu um presente feito às mãos com fotografias de Um Ano. Esse presente foi dado por mim a uma pessoa. Essa pessoa deixou o tal presente com outra pessoa, por suas razões específicas. Eu soube disso. Eu  não gostei disso. Pedi o presente de volta. Antes comigo do que nas mãos de alguém que não tinha coisa alguma a ver com a história. E o tal presente me foi devolvido. Hoje, paro e penso e acho que não tem dono, apesar de ter sido feito para uma única pessoa que, por mais de uma vez, em momentos diferentes, não soube tê-lo. 

Enfim: Eu vou... dar fim nele. No tal presente feito às mãos. Por inúmeros motivos óbvios. E me perguntei, por dois segundos, em respeito a tudo que já foi, em respeito a meu passado, se quem rejeitou o presente desde o início deveria estar informado. Pensando nisto, e se algum dia, no futuro, ele questionar sobre o presente devolvido. Pronto: existe um recado em dezembro de 2013 destinado a você. E sua resposta também está lá. Ao presenteado indireto, o recado indireto.

Sunday, December 8

Celeste em: esqueça!


Celeste já não usava os cabelos presos. E apesar de passar boa parte dos últimos 2 anos com as madeixas de lado, achou que estava na hora de usar vários modelos, quando estivesse afim. Então, não existia nenhum padrão para o seu cabelo. Esqueça.

Seu pijama manchado de shoyo era de um conforto só. Mas agora ele tinha pijamas, camisolas novas e outras coisinhas provocante dividindo o espaço do guarda-roupas. Outro padrão estava morto. Esqueça.

As calcinhas, por sinal, agora tinham várias cores, tamanhos e fi-na-li-da-des. Então você, definitivamente, deve esquecer da Celeste que adorava uma langerie furada e esgalçada. Sim, esqueça!

Ela ainda gostava do frio. Mas era no verão que apreciava uma ótima praia, em ótima companhia. Então, apesar de estar inspirada na chuva, aprendeu a inspirar atividades, trabalhos e conversas nas outras estações. Esqueça a monotonia!

A cozinha não estava só. Já tinha alguém a quem deveria cozinhar o seu molho branco... Ou fazer aquele cuscuz recheado. Tinha alguém para acordar fazendo piadas com um cappuccino quentinho. Tinha alguém para telefonar e perguntar sobre o dia, quando não se viam. E dias para fazer de tudo, exceto falar das coisas de sempre.

Ela não achou que precivasa se transformar noutra pessoa. Nem se despedir. Ela não precisava abandonar a si mesma. Porque ela mantinha a verdadeira essência, sabia muito bem. Mas ela agora era tudo que sempre foi, vivaz e melhorado. Porque evoluir era algo do qual fazia questão de lembrar. E praticar diariamente.

Wednesday, November 20

Saaaiiiiiiiiiii!


Estou nesta loucuuuraaa de querer escreveeer, meu Deeeus! Puft, puft, puft! Cacete, cacete, cacete!

(Acredite se quiser: foi um post pensado.)



Cheguei a conclusão de que, quanto mais a gente fica velho, menos a gente sente necessidade de exposição. Eu gostaria de comentar, sei lá, sabe aqueles posts que geram uns pensamentos recorrentes interessantes na cabeça de quem passa aqui de vez em quando?, pronto. Eu sinto falta deles.

Às vezes tenho vontade de escrever sobre Celeste. Mas acho que a fase dela acabou. Eu acho que era, em parte, como imaginava minha vida, levando uma vida que não me fazia muito bem. (Acabou frutificando nos posts sobre uma garota solitária, de poucos amigos, vivendo numa cidade frienta, com praias de céu nublado).

Por algum motivo, ela se... como posso dizer? Se... esgotou em si mesma. Talvez seja a explicação mais objetiva. E não consigo dizer que sinto falta do personagem... Talvez de ter alguém criado para dividir com vocês em palavras. De maneira que, se pudesse conversar a respeito da personagem com um psicólogo, não sei, eu diria que ela não tinha vida longa, mas, enquanto sendo-a, parecia eterno. E chato.

Quem sabe um novo personagem deva ser criado... Sugestões?


Engraçado como são as coisas. Depois de publicar este post, achei uma das minhas performances de Lara Fabian preferidas com legenda, coisa que nunca tinha visto antes. Vou aproveitar e disponibilizar porque caiu como uma luva para a "despedida" de Celeste. Ouvia muitooo I'm Calling You.




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