Monday, June 25

Eu me lembro


Sei quem fui, o que passei e como foi. Sei quem você foi e sei quem você é. E, acima de tudo, sei quem sou. E provavelmente já não soube, mas não estou nesta fase. Talvez, algum dia, volte a não saber... E volte a ter certeza outra vez... Não importa. Não te interessa. Não faço parte deste... carrossel.



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Wednesday, June 20

Empty heart




Alguém já ouviu um ditado por aí que diz que "a felicidade não tem Facebook"? Eu acredito nisso. Acho, inclusive, que tudo aquilo que realmente é, não está lá. E eu tenho muita certeza de que já disse alguma coisa nesse estilo outras vezes. É sempre: vou sair, wuhu! Fui namorar! Estou feliz! Mais uma vitória! Uma saudade (no máximo)! Quando as redes sociais começarem a dizer "fui traído e estou na merda" ou "tenho 30 anos e moro na casa da minha mãe" (me incluam - é praticamente isso mesmo), quem sabe "veja meu sorriso, de quem chora por dentro cheio de mágoa e precisa fingir que é coitadinho!" (...) talvez eu acredite em alguma coisa algum dia. Mas eu acho que é pedir demais... Na pior das hipóteses, não estou lá para ver (entendeu o recado ou quer que eu desenhe?).

Eu não consigo mais agir como alguém que está brincando de ser feliz. Fui tomada por um negócio que me abasta de réplicas. Apois é a tar da maturidade! Eu tenho dito que meu pavio encurtou... Mas, na realidade, não é bem assim. Não me falta paciência, eu só não perco mais o meu tempo esperando um chumaço de atitudes que provam o de sempre: precisamos evoluir tanto! Fico pensando se algum dia enxergarão que não é quem passou pela nossa vida que está sempre errado, mas nós mesmos, que continuamos achando que está na hora de mudar e cometemos sempre a mesma estupidez, esperando um resultado final diferente. "Errar uma vez é humano. Duas, já é burrice."



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Tuesday, June 19

Ignore



Foda? Foda é culpar o mundo e arranjar qualquer desculpa que explique o que você se tornou. Foda é sentir tanta raiva e sublimar, ou brincar de fingir que está tudo bem. Foda é encontrar quem você já considerou amigo sapateando no seu cadáver. Foda é desejar esquecer. Porque quem deseja apagar da memória, não apagou. Foda é espancar seu reflexo e matar todos os sonhos de outrora. Foda é chegar aos vinte e sete anos de idade admirando quem já foi dez anos atrás... Foda é escrever sabendo que nada vai mudar. É mudar... e mudar sozinha. E desejar tanto, mais tanto, a companhia de alguém que preferiu ficar lá trás. Foda é deitar na porra do travesseiro... planejar o dia seguinte... Incluindo o desafio diário de "tentar surpreendê-lo", debilmente surpreendê-lo. Foda é escrever uma peça de teatro imaginando um espectador que jamais estará na platéia. Foda é... ficar na merda desejando voar dali... Como alguém que gostaria de uma pista inconsciente para se reformar. Foda é ver tanta mentira, saber do final da piada e não poder sorrir. Foda é esperar. Ah, esperar é foda! Foda é a tal da paciência. Brincar de ter nervos de aço. É esperar o sublime e obter o de sempre. É foda desejar e não ter. Mais foda ainda é desejar o que não se quer - não mais. Vai dizer que não entendeu? Foda é achar que nem existe sentimento... e que tudo não passa de uma árvore de ilusão que deu frutos. Foda é saber que a lei da geração espontanea nem é tão impossível assim... Na vida, basta você unir um cheiro, um maço de palavras, um sorriso, um jeito de mexer no cabelo... Manias... Agora adoce tudo no caldeirão de uma mente criativa, meus queridos! Nasce um negócio! Nasce a porra de um sentimento abiogênico!

Eu não sei pra quê, e isso também é foda, a gente não controla o tal do sentimento. Porque é muito mais fácil quando a gente escolhe de quem vai gostar. É muito mais fácil não perder tanto tempo escrevendo texto revoltado. É tão foda queimar os neurônios com uma vida morta. É foda deixar livre! São foda esses ditados bonitos de amor! Eles sempre fodem o seu psicológico dizendo um monte de coisas que você não tem vontade de fazer! É foda se considerar um louco, pirado! Tem gente que gosta, mas é foda quando afeta a si mesmo. É foda quando... o teu ser abiogênico cresce dentro de você. E você nem pode abraçá-lo. Foda é ver o sentimento crescendo, crescendo, crescendo... É foda! "Porra, morre desgraçado!" Me deixa em paz! Vai foder outra pessoa!

Monday, June 18

O homem da minha vida?


O rapazinho da minha vida? Surpreende todo dia! Não tem todos os dentes e não sabe correr. Anda cheio de cautela. Geralmente, monossilábico. Às vezes, chora de raiva e tem ataques de fúria quando é repreendido. É branquinho. :) Tem chulé e adora quando ressalto, fazendo uma careta. É meio calvo... Bochechudo. Adora caminhões e arremessa o que tiver nas mãos quando vê um gato. Não se importa de escovar os dentes inferiores, mas dá um escândalo na hora de escovar os superiores. Só toma banho morno, na banheira. E, às vezes, não tem desculpa e só quer o colo da avó. Se tocar uma música, ele dança. Se você cantar uma música, ele também dança! Se ouvir um som e achar que é música, ELE VAI DANÇAR. O homem da minha vida tem 1 ano e 2 meses... e se chama Arthur, com "th", porque pedi assim.

Saturday, June 9

Escrevendo?


Olha o que acontece quando você tem uma ideia que não alcançou o papel:

"caminhou pelo corredor mal iluminado no encalço da enfermeira. Não muito longe dali, pacientes caminhavam numa área aberta, ouvindo gritos dispelo corredor sem acreditar que sua visão do lugar estava ultrapassada. Imaginou que enA porta de madeira fez um barulho quando a enfermeira o ferrolho da porta de ferro fazendo barulho. A porta de ferro se abriu para fora, pesada."

E eu vou te dizer: é muito chato quando isso aconteceee, puta merdaaa! Tá tudo lááá e as frases não tem música. Aí você volta e tenta de novo... Volta, tenta mais uma vez... "Não, não é isso!" e volta de novo! Eu gosto quando, no fim das contas, eu tenho um parágrafo e esse monte de palavras sobrando. Porque eu vejo como resolvi o "problema".

Bom, até postar, não estava resolvido.

Sunday, May 27

Celeste e a página 355 do seu diário


Acordei achando que dormi uma semana inteira... Mas a minha gata de estimação não estava morta de fome... Na realidade, dormia quentinha, de barriga para cima.

O celular marcava 13h23, mas, estranhamente, nao tinha uma dor de cabeça... Porque eu sei que não posso dormir até depois do meio-dia... Deve ter alguma coisa a ver com o pôr-do-sol... Sempre acordo com uma enxaqueca cruel, debilitante.

Mas eu não estou aqui para falar disso... Essa noite, tive sonhos esquisitos. Andava por vielas e queria voltar para casa. Estava cansada de caminhar, mas ainda conseguia fazer um esforço. No meio do caminho, questionava as pessoas sobre uma avenida...

Passei por uma loja de bonecas... E tecidos... Topei com pessoas vestidas de personagens do Harry Potter... e encontrei uma garotinha que queria criar um gatinho. "Dê ração, leite, carnes, arroz e comida enlatada. Não pegue o animal no colo o tempo inteiro. E você também vai precisar de uma caixinha de areia", disse a ela.

O pior de tudo é que resolvi escrever porque estou com uma sensação esquisita... Queria falar dele... De quem não tenho nada para dizer... Talvez, a sensação nem tenha a ver com ele, mas, com a manhã que não vivi, o lugar em que não estive e um rapaz que ainda não conheci.

Friday, May 25

Dez anos!


Separei a imagem desde ontem porque hoje é um dia memorável. 10 anos atrás... quem diria! Conheci pessoas que marcaram a história da minha vida. Tantos anos depois, eu poderia simplesmente ignorar... Ou jogar pela janela... Tratar com indiferença... Mas eu tenho um certo misticismo, um sexto sentido, um feeling particular que foi duplicado anos atrás e respeito.

Também não posso esquecer das pessoas que conheci... E dos amigos que trago no peito desde então. Alguns mais afastados, outros mais próximos... Mas todos no meu coração, guardados com carinho (mesmo!). Afinal, como posso me esquecer de tantas situações que desencadearam um efeito dominó?

Quando penso em "vinte e cinco do cinco", meu cérebro jogar um vestido preto na minha cara, um cabelo ressequido e um par de olhos azuis. Depois, acordo na varandinha de uma casa de praia toda de madeira. Eu vejo a chuva, sinto frio nas mãos e um cheiro de mar enfraquecido.

Eu não tenho certeza, mas acho que, no começo, tinha música. Trilha sonora New Age! E chá. Quando os detalhes vão intoxicando o meu cérebro, escuto o barulho de cadeiras de plástico raspando no chão de pedras. Sinto a presença de um grupo de pessoas em silêncio, dando ouvidos a alguém que amei e, subitamente, odiei.

O mais engraçado de tudo... é que foi melhor porque deu tudo errado. Agora, lembro da minha adolescência como a de alguém que acabou tropeçando em armadilhas e caiu numa realidade paralela... Viveu algumas aventuras e voltou com histórias para contar. Meus 17/18 anos foram verdadeiramente graciosos! Desses que a gente lembra detalhes e gostaria de voltar só um pouquinho para matar a saudade.

A medicina explica que... normalmente, o cérebro dá um jeito de esquecer as coisas desagradáveis. Às vezes, acho que das mais angustiantes, a decepção é quase mortal. Cartas na mesa... lágrimas, "adulta estúpida!", "adulta fraca!", "adulta burra!" e a descoberta de um mundo sem super-heróis... Sem justiça... A descoberta de um mundo real, com monstros reais.



Sabe do que mais? ESTÁ TUDO BEM. Era o que desejava dizer. E que, de alguma forma, disse.

Que sorte a minha!

Tuesday, May 15

Time goes by, Espelho Inverso

Se alguém tivesse dito...


Minha cor preferida era azul, era viciada na internet... e já fui mais grosseira. Não posso dizer que, de repente, gosto de coisas mais fofinhas, cor de rosa e reduzi o meu tempo online em mais de 75%, mas é por aí. Também estou postando mais e dizendo cada vez menos... Vai entender...

Sentada na varanda, pela tarde, pensei racionalmente que, talvez, o eSPELHO iNVERSO esteja com seus dias contados. Sei que raramente escrevo alguma coisa muito relevante... e, ultimamente, muito do que encontro por aí e tenho necessidade de dividir, jogo na própria página do meu Facebook.

Então, e pensando em lixo virtual, resíduo, reciclagem... cheguei a tal pensamento. Algumas vezes, deixei pistas de quem estava em transformação, de quem precisava de mudanças... e que, provavelmente, as mais significativas eram mais lentas, mais despercebidas. E eu já tenho os meus sinais.

Bom, a verdade é que essa história de "mudar o padrão" ou "yes, man!" pode ser uma grande ilusão, se a mudança não começar do seu interior. E eu acho que a brincadeirinha das cores, dos "ursinhos de pelúcia" e... minha vida virtual enfraquecida são das mais estúpidas transformações que poderia exemplificar.

O que também vem a calhar, e isso é velho, é que não posto mais da minha vida. Não falo abertamente, como já devo ter feito se estou apaixonada, ganhando muito dinheiro ou planejando uma nova viagem relâmpago. Primeiro porque não interessa a ninguém, e depois, porque, quem não deseja ser lido, não tem blog público.

O meu grande e atual dilema com o eSPELHO iNVERSO é o apego emocional. Eu simplesmente amo o nome "espelho inverso" e acho uma das metáforas mais filosóficas que já acionei para falar de mim. Entretanto, não tem sentido algum, se não tem seu propósito atingido.

Neste blog, quando penso em seu nome, me imagino tomando o lugar do meu reflexo no espelho para falar de mim mesma. A intenção era agir criticamente sobre a minha própria vida, mas eu não posso fazer isso. Depois de algumas experiências quotidianas, cheguei a conclusão de que sou discreta e aprendi sobre isso no berço.

É complicado, dessa maneira, manter o blog. Ele já não tem objetivo amado. Eu não quero falar de mim, minha vida não é interessante, e se for, por que diabos eu teria de avisar a todo mundo que está sendo? Eu não sou famosa, não devo explicação a fãs e meus amigos me encontram via telefone quando precisam!

Se pudesse resumir, eu diria que ainda quero escrever. Que gosto de escrever, de ser lida! Mas eu não quero fazer da minha vida um lugar onde os curiosos venham para especular a respeito dela. Na realidade, eu nem acho que faço mais dessas coisas, e se fiz, já faz muito tempo!

Eu estou pensando em abrir um blog novo, estou querendo migrar, fazer diferente, mudar! Mais mudanças! Pequenas mudanças, dessa vez, na leitura de vocês. Felizmente (ou nem tanto), ando apaixonada por muitas coisas... e não sei como afunilar os assuntos para repassar. Então, por enquanto, sem pressão, ok?

Não é garantido que o eSPELHO iNVERSO venha a ser fechado, nem que realmente inicie alguma coisa nova, completamente diferente. É certo, apenas, que peças estão sofrendo ajustes e substituições. Quem tiver alguma ideia e puder me ajudar, deixe recado que eu retorno assim que ler!

Abraços aos leitores, aos curiosos de plantão, aos anônimos... E a qualquer outra raça que frequente este espaço! Não é uma despedida, é apenas um MUITO OBRIGADA.

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Saturday, May 5

Como ser um escritor?


Quem deseja ser escritor, sofre. Sofre porque deseja escrever e nem sempre gosta do que  diz. A plenitude do escritor está nas palavras que nem sempre se mostram. O azar está na ausência de prazo, no tempo em si mesmo. E eu acho que minha falta de vícios é um agravante. Porque não tenho alma boêmia, não fumo, não bebo... Não galanteio, nem deixo recados no espelho. Não tenho cheiro de roupa guardada, meu quarto é organizado e, apesar de madrugar, estou em casa. Não sei jogar dominó como outros experts e gosto de historinhas bobas no cinema, como as eternas comédias românticas.

Pobre de mim.

Friday, May 4

O que está acontecendo?


É, eu já reparei que não tenho dito muita coisa... Mas, e mesmo assim, não estou sem postar. Também não estou entendendo muito bem. Não é uma questão de "se conhecer" ou saber o que se quer da vida. É, talvez, um pouco mais (ou menos). Eu estou, apenas... aqui. Eu estou onde estiver. Estou em paz.