Thursday, December 10

Esse ano foi...


Tenho procurado me compreender, mas ainda não consegui... De entender, já desisti. De conhecer, é inerente. Acho que não sobrevivo a minha ciência quando tenho questões a solucionar. Talvez. Especialmente quando dependem só de mim. Porque dá medo, mas eu sempre acabo fazendo.

Ultimamente não tenho compreendido as pessoas. O que sentem, porquê mentem, o que desejam, o que não dizem, o que pensam. Achei que não questionar era a melhor coisa... Depois, achei que perguntar era uma maneira de se importar... Agora eu mal consigo construir uma pergunta, uma afirmação, uma negação sequer.

Este ano foi relativamente cruel. Janeiro foi o pior mês... e eu sei bem o que aquilo me fez valorizar. Graças a Deus, poucos meses depois, o destino se encarregou de me lançar uma segunda chance... e agarrei até então.

Me desfiz das inquietações, dos empecilhos... Mantive pentelhos-compromissos até o fim, ou quase isso, resgatei amizades praticamente perdidas... Foi muito bom. O ano do amigo, eu diria. Das amizades. Do espaço que me foi cedido para conhecer pessoas.

Acho que poderia continuar divagando... Posso salientar alguns sonhos esquisitos, persistentes. De vida-fora ou morte-dentro... Complexo... Descobertas, aceitações... Pouquíssima leitura, quase nenhum enriquecimento intelectual, no que diz respeito a qualquer tipo de leitura ou aprendizado massante, por interesse.

Ah, e a fotografia. A maldita fotografia! Não porque foi ruim, mas porque foi ousada. Mudou tanta coisa... Mexeu com minha maneira de olhar, de encarar. E sempre está me lapidando, me obrigando a se esforçar, a buscar, arriscar...

Coisas da vida. Antigamente, costumava questionar porque certas coisas me aconteciam... ou porque tantas outras não faziam parte do meu destino... Hoje, tenho considerado a melhor opção, mesmo quando sou capaz de fazer boas perguntas ou filosofar com dignidade (rsrs!), é se deixar viver.

Feliz Natal, pessoal.
E Feliz Ano Novo.

Acho que volto antes do ano que vem.



RODAPÉ

Lara Fabian - Calling You (bem performática!)

Você desistiu de mim?

Assisti UP eee ameeei. Chorei porque ééé lindo! VALE MUITO A PENA. Recomendo! :D

Esse ano eu não vou passar na praia... E achei triste porque gostaria. É sempre muito bom.

Minha dor no estômago é excesso de refrigerante. Uma puta descoberta! Porque eu já vinha reclamando disso há meses e só agora tenho me sentido bem melhor.

Hidratei o cabelo, fiz minhas sobrancelhas, me depilei e cortei o cabelo há poucos dias... Essas bostas... Não achei muito excitante.

Estou me sentindo numa fase relativamente reclusa... Devo ter meus motivos... Que também não vai adiantar descobrir quais são porque não tenho chegado a bons resultados. ¬¬'

Em resumo: não sei o que quero a respeito de qualquer coisa. E não estou desesperada para querer. O que já tenho deve satisfazer, então. oO'

Fui dormir porque alguma coisa me diz que, como sempre, falei demais. ¬¬'

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Thursday, December 3

Dói aqui? E agora?


Me joguei de bruços na cama, como nas últimas noites. Peguei o caderno e usei um grafite que estava jogado na gaveta.

Durante longos minutos, descrevi o que fiz pela tarde. Ressaltei percepções, analisei fatos, questionei circunstâncias... e virei a página.

Terminei apoiando o queixo no travesseiro... E encarei a parede branca... Límpida como o que não sei o que me tornei... "O que está acontecendo, garota?", questionei.

Consegui visualizar um chapéu de caubói, um palito de dente no canto da boca... um andar malicioso e um jeitão de quem toma poucos banhos e tem bafo de cerveja.

Mas era eu... Foi chocante. Que pedaço do que sou virou um brejeiro descuidado?

Pausa. Não soube, não pude e não consegui continuar.

Mais silêncio. E a certeza de que, provavelmente, cedo ou tarde, me esforçaria para descobrir.



RODAPÉ

Calling All Angels - Lenny Kravitz

Ah, sei lá.

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Tuesday, December 1

Viagem-razão


Escrevo porque finjo coragem. Não importa se pareço prepotente, segura, MORDAZ. Me conheço porque não sei quem sou.

Sinto angústia. Esta impaciência. Esta sensibilidade, o olhar, o cuidado gestual. A fraqueza da carne na franqueza do corpo.

Da essência discriminada. O pó invisível. Que respiram, que tossem, se matam, assopram. O descaso fortuito, preciso. Cruel. Selvagem.

Humano? E já perdi tempo querendo voltar de onde vim. Que não é aqui, nem outro lugar. Porque não tem obrigação. E culpa. Ou tempo.

Me leva!



RODAPÉ

Entre Olhares - Ana Carolinha e John Legend (né, Thi? Rsrsrs!)

Fui no salão, hoje. Cortei o cabelo, fiz a barba (rsrsrs!), depilei... Foi um dia relativamente tranquilo. Ontem é que as horas foram poucas!

E fico pensando no porquê de tudo isso... Por que tenho que vivenciar estas coisas? Sofrer desse jeito? Por que não consigo esquecer, me livrar? Quando é que certas coisas vão desamarrar de meus pés? Eu não consigo sair do canto! Me soltaaaaa, ESPERANÇA, me deixa andar! (Chateada com muitas coisas. De verdade. Fiquei MORDAZ.)

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Monday, November 23

Embarque no desembarque


Será que um dia esqueço?
Desencanto, sem rumo, obedeço?

Lembrarás daquele dia?
Assobios, música, sinfonia!

Era noite, estava escuro,
ousei um beijo beijado, astuto.

Incapaz, me questionei quem fui.
Respondi a pedidos: "me seduz!".

Virei pó? Já não sei onde foi que errei.
Me desculpe! Perdão, se te maltratei.

É carinho, lembrança e também amor.
Estupidez e vontade encharcadas pela dor.

E neste canto de encanto,
hoje mora o desencanto.

Foi raiva, tristeza,
restou aspereza.

Teu presente: a liberdade.
Meu acalanto: a saudade.



RODAPÉ

Fields of God - Eva Cassidy.

Que saudade da minha faculdade...

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Thursday, November 19

Tiro ao alvo


Não é bloqueio, é cansaço. Às vezes parece que preciso de mais estupidez, submissão. Uma prioridade volúvel.

QUE-VALORES? Que palavras? Que estória, que fantasia? Que filmes ou literatura? Nada. Ninguém.

Sem diversão ou looping. Ticket singular - um parque - risco de perder a montanha-russa.

Sobe e desce. Risos que se misturam a gritos e pavor. "Eu vou cair, eu vou cair!"

O carrossel azul embalando aquela música... E, apesar de não parecer a melhor opção, ainda é possibilidade.

Cavalos de mentirinha, mesmice inafetada.

Sono.



RODAPÉ

Entre Olhares - Ana Carolina (rsrsrsrs!).

AMO meus amigos. MUITO MESMO!

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Thursday, November 5

Misturando sentidos


Vontade de abraçar um cheiro porque o perfume transcende um campo de flores.

Desejo bis à pequenas manias, verdadeiros espetáculos, como se refazê-las mecanicamente mantivesse a magia do natural.

O charme não está na roupa, é pele. É si.

A companhia é performática: sempre ouço as melhores canções. Como se, de perto, baquetas tocassem tambores.

E aquelas cores, pouquíssimas cores - de fato - tivessem o melhor sabor.

Doce. Muito doce. Porque dá sede.

Exatamente como o olhar. O natural "olhar". A calda de morango do meu soverte de sonho de valsa.



RODAPÉ

Cold Water - Damien Rice (valeu, Rosa!).

"[...]Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar.[...]" - Fernando Pessoa

1) Nada a declarar..

2) Mandacaru Foto Clube tem exposição sexta, sábado e domingo (6, 7 e 8/11, respectivamente). Depois de muito trabalho, mais uma exibição dos fotógrafos do clube está na agulha! ;D

3) AMO meus amigos. MUITO.

4) Consegui postar fora de casa! Não que a casa de Letícia também não seja quase minha casa também... HUAHUAHUA, eu só vivo aqui. ¬¬'

26239 (Valeu, gente! De verdade! OBRIGADAÇO!)

Saturday, October 31

S, S, S, SA, SE, SIL, SIM, SIT


SITUAÇÃO. O dicionário justifica: "posição, disposição recíproca das diferentes partes de um todo; fase governamental ou ministerial; o governo, relativamente à atualidade ou a uma época; estado ou condição; ocorrência".

Me cansei
de cansar,
de errar,
acertar.

De falar,
pouco agir,
não agir
ou agir.

De lutar,
fracassar,
de mudar,
de tentar.

De sonhar,
desejar,
de querer
e não ter.

De brincar,
de brincar,
de... brincar...
de... brinc... ah.



RODAPÉ

Ahmmm... Almost Martyrs - The Life od David Gale Soundtrack (é linda. Tristemente linda!)

1) Conquistar alguém por uma noite, por um momento, é muuuito fácil. Seduzir alguém, o mesmo quem, todo dia, é uma arte, uma virtude... que nasci sem.

26092 (A idéia me chutou a bunda...)

Thursday, October 22

Ameaça terrorista


"Não sei até onde seria alívio, até onde seria dor...", e assim terminei um texto do meu diário real. Depois, imaginei a condição enferma, descansei o braço sobre o caderno e afoguei o rosto nos travesseiros.

Queria ficar mais tempo... Não doía meu nariz... Entretanto, dificultava minha respiração. Levantei a face amassada... A franja fazia cócegas em meus olhos... E foi agradável, até lembrar que tinha uma caneta entre meus dedos.

Li o título outra vez e escrevi o que deveria: "É como uma bomba nuclear. [Tic, tac, tic, tac.] Talvez uma catástrofe da natureza. [Tic, tac, tic, tac.] Protestos infames. [Tic, tac, tic, tac.] Corrupção no governo brasileiro. [Tic, tac, tic, tac.]"

A gente não sabe como, nem quando, onde ou porquê, exceto, que acontecerá. Algum dia, cedo ou tarde. Ainda que não seja louvável. Não agora... ou jamais.

"A morte. [Tic, tac, tic, tac.] O - triste - fim. [Tic, tac, tic... TAC... T...]"

Tuesday, October 13

Viagem no trem-fantasma

Quatro noites atrás, não lembro o que estava pensando quando fui dormir. Também não posso dar certeza deste "desprendimento" corporal, mas aquela sensação medonha e esquisita voltou.

(E é até estranho imaginar que a única certeza que temos é de que a morte chega para todos... E mesmo assim, entraríamos no mérito de outra discussão, e não é sobre isso que estou querendo falar.)

Era uma sociedade abandonada, um submundo. E lembro do céu, mas, ao mesmo tempo, é como se não conseguisse recordá-lo porque o tempo quase não tinha contraste entre as cores.

Se havia qualquer horizonte, seria impossível descobrir onde o céu e o mar se distinguiam. Na realidade, parecia que aquele momento estava parado. Apesar do caos, ninguém mais sabia dela.

Eram soldados. Uma rebelião com armas de fogo ultrapassadas e pedregulhos enormes lançados pelos prisioneiros que, provavelmente, lutavam por uma causa infundada. E não consigo lembrar porque estava ali!

Havia um muro em ruínas, uma poeira cegante, jorros de pedras de todos os tamanhos, gritos reinvidicadores e sofredores revoltosos. Uma elite desorganizada, cruel. Que atearia fogo se tivesse condições.

"Me tira daqui! Quero voltar! Quero voltaaar!" E aquele peso da vida continuava dizendo que não era hora, que não era hora, que não - era - hora! Gemi assustada: "socorrooo! Socorrooo! Acordaaa! Acordaaa!"

No quarto azul, meus olhos estavam úmidos, meu corpo tensionou, me senti sozinha, friamente analisada. Debilmente evoluída, assustadoramente cansada e suficientemente sonolenta para não questionar e voltar a dormir.



(Agora?) The Portrait - James Horner (peeerfeeeita! E lembro que foi em "Titanic" que descobri como gostava de trilha sonora.)

Tuesday, October 6

Orgasmo escrítico

Lita, me dá o pó de tua droga! Teu cheiro, o meu vício! Anda! Se joga neste corpo seduzido!

Despida, tomo aquele banho morno, de chocolate, em silêncio. Acendo uma vela com fogo onomatopéico.

Te paquero lançando olhares confiantes. Te pego. Te atravesso em meus lábios, te mordo, machuco, te chupo.

Desenho idéias, círculos, letras. Arranho, te marco. Chega mais perto que tudo é possível.

Me lambuzo, te amarro, deslizo. Babo, suspiro, admiro e vôo.

Puxa meu cabelo, beija minha nuca, esquenta, excita, acompanha! Me cansa! Não para! Não para! Não para!

Texto.



Agora já dá para saber porque é que eu gosto tanto de escrever! É sempre assim! ;)



(Agora?) Rosie's Lullaby - Norah Jones