Saturday, October 31

S, S, S, SA, SE, SIL, SIM, SIT


SITUAÇÃO. O dicionário justifica: "posição, disposição recíproca das diferentes partes de um todo; fase governamental ou ministerial; o governo, relativamente à atualidade ou a uma época; estado ou condição; ocorrência".

Me cansei
de cansar,
de errar,
acertar.

De falar,
pouco agir,
não agir
ou agir.

De lutar,
fracassar,
de mudar,
de tentar.

De sonhar,
desejar,
de querer
e não ter.

De brincar,
de brincar,
de... brincar...
de... brinc... ah.



RODAPÉ

Ahmmm... Almost Martyrs - The Life od David Gale Soundtrack (é linda. Tristemente linda!)

1) Conquistar alguém por uma noite, por um momento, é muuuito fácil. Seduzir alguém, o mesmo quem, todo dia, é uma arte, uma virtude... que nasci sem.

26092 (A idéia me chutou a bunda...)

Thursday, October 22

Ameaça terrorista


"Não sei até onde seria alívio, até onde seria dor...", e assim terminei um texto do meu diário real. Depois, imaginei a condição enferma, descansei o braço sobre o caderno e afoguei o rosto nos travesseiros.

Queria ficar mais tempo... Não doía meu nariz... Entretanto, dificultava minha respiração. Levantei a face amassada... A franja fazia cócegas em meus olhos... E foi agradável, até lembrar que tinha uma caneta entre meus dedos.

Li o título outra vez e escrevi o que deveria: "É como uma bomba nuclear. [Tic, tac, tic, tac.] Talvez uma catástrofe da natureza. [Tic, tac, tic, tac.] Protestos infames. [Tic, tac, tic, tac.] Corrupção no governo brasileiro. [Tic, tac, tic, tac.]"

A gente não sabe como, nem quando, onde ou porquê, exceto, que acontecerá. Algum dia, cedo ou tarde. Ainda que não seja louvável. Não agora... ou jamais.

"A morte. [Tic, tac, tic, tac.] O - triste - fim. [Tic, tac, tic... TAC... T...]"

Tuesday, October 13

Viagem no trem-fantasma

Quatro noites atrás, não lembro o que estava pensando quando fui dormir. Também não posso dar certeza deste "desprendimento" corporal, mas aquela sensação medonha e esquisita voltou.

(E é até estranho imaginar que a única certeza que temos é de que a morte chega para todos... E mesmo assim, entraríamos no mérito de outra discussão, e não é sobre isso que estou querendo falar.)

Era uma sociedade abandonada, um submundo. E lembro do céu, mas, ao mesmo tempo, é como se não conseguisse recordá-lo porque o tempo quase não tinha contraste entre as cores.

Se havia qualquer horizonte, seria impossível descobrir onde o céu e o mar se distinguiam. Na realidade, parecia que aquele momento estava parado. Apesar do caos, ninguém mais sabia dela.

Eram soldados. Uma rebelião com armas de fogo ultrapassadas e pedregulhos enormes lançados pelos prisioneiros que, provavelmente, lutavam por uma causa infundada. E não consigo lembrar porque estava ali!

Havia um muro em ruínas, uma poeira cegante, jorros de pedras de todos os tamanhos, gritos reinvidicadores e sofredores revoltosos. Uma elite desorganizada, cruel. Que atearia fogo se tivesse condições.

"Me tira daqui! Quero voltar! Quero voltaaar!" E aquele peso da vida continuava dizendo que não era hora, que não era hora, que não - era - hora! Gemi assustada: "socorrooo! Socorrooo! Acordaaa! Acordaaa!"

No quarto azul, meus olhos estavam úmidos, meu corpo tensionou, me senti sozinha, friamente analisada. Debilmente evoluída, assustadoramente cansada e suficientemente sonolenta para não questionar e voltar a dormir.



(Agora?) The Portrait - James Horner (peeerfeeeita! E lembro que foi em "Titanic" que descobri como gostava de trilha sonora.)

Tuesday, October 6

Orgasmo escrítico

Lita, me dá o pó de tua droga! Teu cheiro, o meu vício! Anda! Se joga neste corpo seduzido!

Despida, tomo aquele banho morno, de chocolate, em silêncio. Acendo uma vela com fogo onomatopéico.

Te paquero lançando olhares confiantes. Te pego. Te atravesso em meus lábios, te mordo, machuco, te chupo.

Desenho idéias, círculos, letras. Arranho, te marco. Chega mais perto que tudo é possível.

Me lambuzo, te amarro, deslizo. Babo, suspiro, admiro e vôo.

Puxa meu cabelo, beija minha nuca, esquenta, excita, acompanha! Me cansa! Não para! Não para! Não para!

Texto.



Agora já dá para saber porque é que eu gosto tanto de escrever! É sempre assim! ;)



(Agora?) Rosie's Lullaby - Norah Jones

Wednesday, September 16

Quando fico assim,


me imagino no quintal, nos fundos daquela casa antiga. A residência é desimportante porque o foco está do lado de fora, ainda que dentro (se é que você me entende).

Encontro tijolos... Alguns inteiros, outros nem tanto. E lá está a meta: um muro, a parede que delimita essa moradia em que me encontro.

Começo a gritar. Muito. Cuspo a maior raiva, no melhor grito. Minha cabeça vermelha, placas róseas se espalhando pelo tórax, braços terrivelmente rígidos.

Respiro menos do que deveria e volto a gritar. Muito mais. As veias do meu pescoço estão largas e salientes - você poderia jurar que enormes serpentes estão explorando o meu corpo por dentro.

Então, cansada, depois de ter expulsado todos os pássaros da floresta próxima, no meio do silêncio inafetado, lanço esses mesmos tijolos na parede. Com toda minha força.

E não faço questão de machucar o muro. E nem de me ferir com pedaços espatifados - porque é tudo que desejo. Que ceguem meus olhos, rasguem meu corpo, ensanguentem, aliviem essa puta agonia que me tem sido viver.

E não somente,
mas plenamente.

Monday, September 7

Antes


Quando paro e penso no passado, acho que cresci rápido demais. Ou, na pior das hipóteses, não cresci, o tempo é que se esvaiu depressa.

Parece que não brinquei de bonecas o tempo suficiente. Nem joguei queimado ou andei de bicicleta com a frequência que merecia.

Dizem que as horas, os dias e os anos podem ser amigos e inimigos, dependendo unicamente da situação em que nos encontramos.

Pouquíssimas vezes consigo enchergá-lo como mocinho. Na hora da saudade, especialmente, ele é muito gostoso e minha mente se perde no que foi bom.

E vilão, ah, maldito, sempre o é. Quando preciso encarar 24 anos de idade, as responsabilidades que a fase me traz, os planos desencaminhados...

Eu não acho justo ver a vida que não vivi sendo jogada para trás, sem recuperação. Porque não posso arquivar o tempo perdido para utilizá-lo mais tarde?

Nunca fui rebelde, abracei inúmeras causas infundadas, chorei pela pouca experiência diversas vezes, acreditei no "para sempre" debilmente...

Beijei quem não deveria, entreguei meu amor completo para uma ilusão, me transformei numa profissional frustrada.

Fui desviada várias vezes do trilho de meu trem. Meu sonho maior requer o que menos tenho, a paciência, e todo o resto se mantém estático.

De propósito porque não controlo. E descarrego adrenalina dentro do tédio e essa mesma calmaria não me deixa gritar ou dançar.

Quando foi que a música parou?

(E depois? Que depois? É agora! E não tenho tempo para essa baboseira de quem fala demais e faz de menos. ESTOU VIVENDO, DEIXA RECADO - respondo quando puder!)

Friday, September 4

De 1984


Sentei na cadeira do computador (mentira, sequer saí dela) e rabisquei umas coisas no bloco de notas (queria muito postar uma coisa nova!). Fiquei pensando em deixar uma música, ou cantar parabéns para mim mesma, mas eu achei clichê.

Então, vamos a graça disso tudo: OBRIGADA, Deus! Pela família que tenho, pelos amigos que ficaram, pelas pessoas que conheci, pelas atitudes que tomei, pelas risadas que dei, pela pessoa que me tornei, pela história que vivi - e estou vivendo -, pelas lágrimas - e todo aprendizado -, pela esperança, pelo sonho, pelas cores, pelos animais de estimação, pelas palavras, pela honestidade, pela verdade, pela reciprocidade de tudo que faço de bom, pelas oportunidades, pelas desistências - que se revelaram desimportantes -, pela segurança, pela ausência - que se completou de outra maneira -, pela crença na fantasia, pelos 25 anos de vida!

PARABÉNS PRA MIM!



You Deserve to be Loved - Curti Stigers

Thursday, September 3

Texto de nãos



Fui dormir antes da hora. Optei por ouvir música. – Minhas desculpas eram plausíveis: o home theater não leu o DVD e eu estava com preguiça de importar o outro seriado para um pen-drive.

Por quatro segundos, me perguntei se era real. Geralmente ajo dessa maneira quando quero perder algumas horas pensando em alguém. Mas eu não só não gostei da brincadeira que me fiz, como não me respondi e me ignorei.

O meu quarto nunca ficou tão assustador depois que o meu coração acelerou e minha respiração travou. Aquele escurinho acolhedor era medonho, me sentia tão indefesa!

E aquele aparelho idiota, o MP3, mesmo no volume máximo não sufocou meu desejo! “Ah destino traiçoeiro! Palhaço de circo! Por que não me deixar na companhia de minha sombra?”

Fiquei me cutucando daquele jeito irritante! Tamanha ousadia! Não adianta, Xavier – que sabe que não é ele – e pouco importa se o que sentimos é recíproco ou verdadeiro! Porque eu não quero! E mesmo que jamais prove teus lábios, que morra frustrada, não faço questão!

Ainda que te sonhe, vou afogar! Por mais que angustie, sofrerei! Mesmo que sangre, vou deixar arder! E não importa quanto tempo dure, vai passar! Tenho considerado, INCLUSIVE, essa conexão uma artimanha premeditada de meu abstrato desconexo porque estes dias não escrevi – ou só tive medo de ser objetiva demais.

Nunca neguei tanto. Nunca odiei tanto saber que amo demais. Nunca sofri tanto porque sei que vou continuar sofrendo – que seja sim, que seja não! E é tão absurdamente enlouquecedor que, algumas poucas vezes, tenho vontade de apontar as entrelinhas mentirosas de meu próprio texto, revelando algum segredo, MAS EU JAMAIS FARIA ISSO. Que se mate na dúvida!

Desculpe porque sou eu,
desculpe porque é você
– porque ele definitivamente sabe
que não é ele.



You Deserve to be Loved - Curti Stigers
 Desculpem pela hora da postagem e pelo texto desconexo. Alguém já ouviu falar na expressão "filme de autor"? É quando um diretor faz um vídeo que só terá um real entendimento (ou fará algum sentido plausível) pra ele mesmo. Esses escritos de hoje tem mais ou menos a mesma proposta. Depois de passar três horas embolando na cama, resolvi colocar pra fora uma determinada úlcera - se é que me entendem - que não preciso (e nem quero) que ninguém entenda, mas leia e me alivie.
3) Hoje, meu blog é uma lata de lixo: dia 4 de setembro vai nascer um sol diferente, mesmo que chova. E ME será um novo ano. Que o blog apodreça esta situação que estou jogando fora! É completamente infeliz.

Monday, August 31

Sem teorias

O que tem do outro lado do céu?
O avesso do verso?
Averso?




Cheguei a conclusão de que se encarar no espelho não é uma tarefa difícil, como algumas pessoas costumam dizer que é. - "Reconhecer os erros cometidos ou situações que não se quer reviver."

Conversa fiada! Afinal de contas, você não está encarando a si mesmo. A visão que se tem do espelho não volta direto para si mesmo. Não é como arrancar os olhos das órbitas.

E, sabe-se lá o que aquela criaturinha que mora no inverso perfeito de tudo que você vive aqui é capaz de imaginar de nós, do lado de cá, no eSPELHO iNVERSO, face de nossa própria consciência.

Ótimo setembro para todos!



Halo - Beyoncé (é o tipo de música que você canta junto...)

Monday, August 17

Simetria textual



As linhas do meu caderno eram sugestivas. Me davam espaço e liberdade para escrever sobre tudo. Assustou. E tinha uma idéia desconexa em mente sobre as pessoas, não coisas, que pensamos antes de dormir - sejam elas agradáveis ou não. Concluí que a melhor das opções, já incluindo as que não escrevi, mas pensei, era descrever a beleza no trajeto até a construção desse texto.

"Desliguei a TV - achava que passava das duas horas da manhã, mas nem era meia-noite. Escovei os dentes - lembrando de como tomei vinho branco ontem à noite. Beijei minha gata - desejei boa noite imaginando se miaria depois que fechasse a porta do meu quarto.

Peguei o caderno e a caneta - sabia que alguma coisa estava cozindo. Lembrei da mentira que inventei para domingo - e coloquei minha caneca de lápis colorido na frente do monitor para não esquecer.

Tranquei a janela do quarto - imaginando se alguém, qualquer um - estaria pensando em mim naquele instante.

Então decidi o que seria: a existência. - Até que ponto deixamos de ser alguém se ninguém pensa em nós?

Queria filosofar, mas encontrei um pêlo de gato sobre minha pele que não senti que estava lá até vê-lo.

E, de alguma forma, poderia jurar que tudo estava justificado."

Não quis perder mais tempo e fui ler.



Halo - Beyoncé (ela nasceu no mesmo dia que eu. Estou pensando seriamente em me tornar cantora... Fazer uns bicos na MTV, ganhar uma bufunfa...).